Eu
não acho que em matéria de política ou ideologia se deva tentar
convencer ninguém. Como liberal acredito que qualquer ser humano deve
pensar com sua própria cabeça. O que não acho aceitável é tentar impor
uma determinada visão de mundo a quem quer que seja.
Para clarear minha visão, vou exemplificar no campo da física, por exemplo.
Longe do que parece, a física também é baseada num conjunto de axiomas. A noção de massa, por exemplo, é dada e aceita previamente. Não há como se definir massa sem aceitar de antemão um sistema axiomático que define um conjunto de grandezas intimamente correlacionadas. A questão da medição das grandezas do mundo físico traz implícita a questão da própria definição desses "pares conjugados". Se mede a massa a partir da força e da aceleração. A força depende da aceleração que sofre uma massa padrão e a medição da aceleração depende da prévia medição da força exercida sobre uma massa.
Quando se sai do mundo cotidiano e se tenta aplicar os mesmos princípios em pequeníssima escala (quântica) ou larga escala (relativística) eles falham miseravelmente.
Se até a física precisa de uma base axiomática sobre a qual se apoiar, no caso da política ou da cultura a questão é ainda mais problemática e complexa.
O que se pode fazer é oferecer ao aluno o maior leque possível de visões e interpretações de forma a que cada indivíduo forme suas próprias opiniões.
Não é possível obrigar ninguém a preferir determinadas ideologias a outras, da mesma forma como não se pode impor a teoria das cordas sobre as outras visões de integração da física moderna.
Pode-se, no máximo, evitar o sectarismo e estimular o pluralismo. Não se deve também descartar os fatos ou relativizá-los. Há que existir um consenso mínimo sobre o passado, o que está dado, o que é fato. Não é possível negar o holocausto dos judeus, do mesmo modo que não se deve negar o massacre dos cristãos no Líbano.
Não se pode negar o fracasso do comunismo na Alemanha, na extinta URSS ou mesmo na China, assim como não se pode negar o colonialismo e a ganância do ocidente que nos levaram a duas grandes guerras mundiais e aos conflitos difusos que temos hoje.
Não acho produtivo negar que o primeiro mandato do Lula, sob o ponto de vista da gestão econômica, teve méritos. Do mesmo modo que não podemos negar que a ideia do intervencionismo estatal e da demagogia no momento errado nos trouxeram à crise que hoje vivenciamos.
Não devemos espalhar boatos sobre fatos inexistentes, porque seria atitude de desonestidade intelectual, mas também não podemos aceitar que os fatos pretéritos sejam relativizados ou esquecidos em prol de determinada teoria ou visão de mundo.
Para clarear minha visão, vou exemplificar no campo da física, por exemplo.
Longe do que parece, a física também é baseada num conjunto de axiomas. A noção de massa, por exemplo, é dada e aceita previamente. Não há como se definir massa sem aceitar de antemão um sistema axiomático que define um conjunto de grandezas intimamente correlacionadas. A questão da medição das grandezas do mundo físico traz implícita a questão da própria definição desses "pares conjugados". Se mede a massa a partir da força e da aceleração. A força depende da aceleração que sofre uma massa padrão e a medição da aceleração depende da prévia medição da força exercida sobre uma massa.
Quando se sai do mundo cotidiano e se tenta aplicar os mesmos princípios em pequeníssima escala (quântica) ou larga escala (relativística) eles falham miseravelmente.
Se até a física precisa de uma base axiomática sobre a qual se apoiar, no caso da política ou da cultura a questão é ainda mais problemática e complexa.
O que se pode fazer é oferecer ao aluno o maior leque possível de visões e interpretações de forma a que cada indivíduo forme suas próprias opiniões.
Não é possível obrigar ninguém a preferir determinadas ideologias a outras, da mesma forma como não se pode impor a teoria das cordas sobre as outras visões de integração da física moderna.
Pode-se, no máximo, evitar o sectarismo e estimular o pluralismo. Não se deve também descartar os fatos ou relativizá-los. Há que existir um consenso mínimo sobre o passado, o que está dado, o que é fato. Não é possível negar o holocausto dos judeus, do mesmo modo que não se deve negar o massacre dos cristãos no Líbano.
Não se pode negar o fracasso do comunismo na Alemanha, na extinta URSS ou mesmo na China, assim como não se pode negar o colonialismo e a ganância do ocidente que nos levaram a duas grandes guerras mundiais e aos conflitos difusos que temos hoje.
Não acho produtivo negar que o primeiro mandato do Lula, sob o ponto de vista da gestão econômica, teve méritos. Do mesmo modo que não podemos negar que a ideia do intervencionismo estatal e da demagogia no momento errado nos trouxeram à crise que hoje vivenciamos.
Não devemos espalhar boatos sobre fatos inexistentes, porque seria atitude de desonestidade intelectual, mas também não podemos aceitar que os fatos pretéritos sejam relativizados ou esquecidos em prol de determinada teoria ou visão de mundo.



Pollingsoon,ou slavik, ou Evgeniy Bogachev erra, usando Poolson, o que seria a coincidência do século. Mas não é.