sábado, setembro 27, 2008

CLASSES SÓCIO-ECONÔMICAS IBGE


O que vemos normalmente na mídia são informações distorcidas, pois na verdade os critérios da ABEP, que são normalmente cruzados com os dados do IBGE, medem poder de cunsumo, e NEM SEMPRE significam aumento de renda.
Somente para dar um exemplo concreto, vejam uma notícia que vem sendo propalada pela imprensa nos últimos meses, que dá conta de uma migração para a classe média das classes antes D/E:
O levantamento foi feito com base em dados secundários, pesquisados em fontes oficiais como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e atualizados de acordo com a metodologia da empresa de pesquisas. Para este ano, a consultoria prevê que o consumo nacional atinja R$ 1,742 trilhão, considerando 53,9 milhões de domicílios no país e 187,1 milhões de pessoas.
Entre os anos de 2005 e 2008, segundo a Target, a classe C - que a partir deste ano passou a ser dividida em duas, C1 e C2, conforme os novos critérios de classificação da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep) - permaneceu praticamente com a mesma participação dentro do consumo geral da população: passou de 27,2% para 27,3%. "O movimento das classes D e E rumo à C já encontrou o seu pico e, agora, a capacidade de compra dessas classes mais baixas, que somam apenas 6% do consumo nacional, é muito pequena", diz o diretor da Target Marketing, Marcos Pazzini.
Veja, o próprio manual da ABEP mostra que sua definição é de classe econômica, baseada exclusivamente em acesso a bens e serviços. O que tem ocorrido, de fato, é um acesso via endividamento (crediário), que possibilitou às classes mais pobres acesso a bens e serviços. Isto não significa, necessariamente, que tenha havido uma mudança substancial no nível médio de renda das famílias.
Seguindo com o texto anteirormente mostrado, temos:
A mudança de classe social, de acordo com os critérios da Abep, é acompanhada pelo aquisição de bens e serviços, e não necessariamente pelo aumento de renda. Sendo assim, a compra do computador, por exemplo, cada vez mais acessível às classes populares, leva uma família antes pertencente à classe C a buscar também serviços de telefonia e internet, que elevam a sua condição de consumo ao nível B2. "Outro movimento observado pela classe C rumo à B, de acordo com outras pesquisas que fazemos para grandes empresas, diz respeito à busca de escola privada para os filhos ou mesmo de cursos complementares, como o inglês", diz Pazzini.

jamaj

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