De tudo que o Lula faz e diz que faz, aquilo que tenho mais admirado é sua política externa. As outras políticas são mera repetição com outro nome de práticas anteriores.
Ou será que o regime de metas de inflação é novidade? Ou será que milhões de famílias não receberam - até o ano de 2007 - o bolsa-família com o cartão do bolsa-escola?
A política externa não: esta foi criada à sua imagem e semelhança, é a sua cria legítima.
Primeiro meteu-se a defender o Zelaya de Honduras, que foi defenestrado do poder por ter violado cláusula pétrea da constituição e com autorização de dois poderes: Judiciário e Legislativo. Mas, como nosso guia sempre acha pouco, resolveu não acatar o resultado das eleições de outro país!
Certamente o povo hondurenho - este ingrato - não deve compartilhar da crença reinante na mídia - que ele tanto critica - de que Lula - se não for Deus - está sentado à direita do Todo-Poderoso.
Ele tem conseguido irritar o mundo ocidental, em particular Tel-Aviv e Washington, com sua defesa do Irã. Quando até a Rússia e a China, aliados do Irã, desistiram de defender o indefensável, vem o Lula defender o glorioso direito do Irã - um país como se sabe pacífico e adepto do zen-budismo - deter tecnologia atômica.
Cedeu mundos e fundos para seus parceiros Bolívia, Paraguai, Venezuela e Argentina, e só tem recebido pedradas em troca. O Mercosul é um bloco em que os outros entram com o que podem, e o Brasil dá o resto. Aliás, por ser um bloco, impede o Brasil de fechar acordos bilaterais vantajosos. Enquanto isto, temos que aturar toda sorte de absurdos para manter uma política externa terceiro-mundista falida.
Por último, Dilma acaba de revelar ao mundo que o Irã "detém armas nucleares". Certamente o mundo dormirá muito mais tranqüilo sabendo que a guarda revolucionária - quem manda de fato por lá- controla armas nucleares.
Nenhum comentário:
Postar um comentário