06/07/2010
às 15:20COMEÇOU A TERCEIRA FASE. OU: PARA OS JORNALISMO “ISENTO”, CONTRA ARGUMENTOS, NÃO HÁ FATOS
Começou a terceira fase da campanha, que se estende até o dia 17 de agosto, quando tem início a reta final, com o horário eleitoral gratuito. Se vocês recorrerem aos arquivos, com os prognósticos dos isentos, o então pré-candidato tucano José Serra não sobreviveria à disputa interna — teria desistido. Tornado candidato, sucumbiria já na segunda fase à ascensão vertiginosa de Dilma Rousseff. Estão empatados.
Os prognósticos ruins continuam nesta terceira etapa — como se todos assistíssemos a um filme com um desfecho fatal. Caso o candidato tucano chegue competitivo à fase final, à da propaganda, restará consultar os augúrios e sustentar: o tempo maior do PT na TV, com a participação de Lula, se encarregará de fazer cumprir o destino. Caso Serra vença a eleição, será preciso decreta: “Foi zebra! Nós estamos certos; o eleitor é que resolveu dar uma de esquisito”.
Estamos, em suma, diante de uma estranha lógica que poderia ser assim sintetizada: CONTRA ARGUMENTOS, NÃO HÁ FATOS. Se a história esquece de acontecer segundo os prognósticos, é porque deve haver algum desvio, o que requer correção e intervenção. Não que os analistas não tentem…
Eu continuo na marcha de sempre. Não sei quem vai ganhar as eleições — e, obviamente, não confio nas mães Dinahs que usam pesquisas eleitorais como se fossem bolas de cristal. Se os “isentos” tivessem acertado antes, Serra não teria chegado até aqui com os números que tem. Se chegou, é porque eles estavam errados — o que não quer dizer, obviamente, que não possam vir a acertar no chute.
É muito mais divertido e instrutivo ver os candidatos tentando domar o imponderável, já que certeza absoluta mesmo, aquela típica dos imbecis, só os “analistas” têm.
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