domingo, agosto 08, 2010

"Portanto, sempre que for lançada uma falsidade, é imperioso que não se desvalorize e que não seja ignorada pelo facto de ser mentira, mas antes que examines as tuas palavras ou os teus actos, para saber qual dos teus interesses ou relações podem apresentar semelhanças com a calúnia, e depois preservares‑te zelosamente, e mesmo distanciares‑te disso.

De facto, se outros, vítimas de circunstâncias adversas, aprendem uma útil lição, tal como Mérope diz: Os fados arrancaram‑me como paga o que tinha de mais caro, mas fizeram‑me sábia.
O que nos impede de tomar o inimigo como mestre sem salário, de tirar proveito e de aprender o que não sabemos? A muitas coisas o inimigo é mais sensível do que o amigo, pois “o amante fica cego diante do amado”, como Platão afirma. Ao invés, com o ódio, vêm associadas em conjunto a indiscrição e a tagarelice."

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