http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2008-10-05_2008-10-11.html#2008_10-11_21_13_27-10045644-25
Destila alguns comentários entre Lula e FHC, especialmente na questão das crises econômicas.
Na parte destinada a FHC, o blogueiro afirma:
"Ao cabo de oito anos de tucanato, o Brasil debelara a inflação, torrara o patrimônio e continuava submetido a muitos problemas.
Os eleitores de 2002 se deram conta de que, embora a inflação já não os roubasse à noite, a carga tributária e a ruína do Real lhes tiravam o dinheiro do bolso à luz do dia.
A despeito do cenário ruinoso, FHC achou que poderia impor José Serra aos aliados de então. Deu na eleição de Lula.
Os impostos continuaram roendo o bolso do brasileiro. A ruína perdurou até meados de 2004.
Mas Lula fez parte do que FHC prometera e não entregara: distribuiu renda e tonificou o PIB. Daí a superpopularidade.
O planeta entrou, de novo, num período de instabilidade econômica. No passado, crises localizadas: Ásia, Rússia, México... Agora, uma crise de dimensões planetárias.
A despeito das encrencas vindas de fora, a decadência de FHC decorreu dos equívocos de FHC. Brilhante na concepção, o Real desandou graças aos erros do governo. "
Crises externas, no caso de FHC, não justificam nada, na ótica dele.
A crise do Lula, entretanto, merece outro enfoque:
"Lula pode alegar que não tem nada a ver com a ameaça de desordem que assedia o Brasil de hoje. É coisa integralmente importada. Verdade. Mas só até certo ponto."
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