segunda-feira, julho 05, 2010

Elogio ao ateísmo

Não gosto de fazer proselitismo de qualquer gênero, muito menos ir-religioso, mas é de espantar que nós, os ateus, sejamos tidos como pessoas imorais ou de mau caráter, quando os maiores crimes já cometidos foram justamente aqueles que se fizeram em nome de uma fé religiosa qualquer. As cruzadas e todas as guerras com motivo religioso são a prova mais cabal de quão perniciosa pode ser a religião - qualquer religião - para a paz e harmonia na terra.

Está na hora de se questionar estes conceitos, de por um fim nesta maluquice. Quem quiser acreditar em fadas, deuses, o que quer que seja, pois que acreditem. Mas não encham o saco, por favor! O façam civilizadamente, dentro das suas Igrejas, sem incomodar os vizinhos nem a ninguém.

Hoje já se sabem as razões neuropsicológicas desta tendência que nós, seres humanos, temos de acreditar em seres imaginários. Temos estruturas cerebrais especializadas em criar cenários hipotéticos que são um diferencial competitivo importante para a sobrevivência e evolução da nossa espécie. Imaginem um hominídeo que, como os outros mamíferos "inferiores", não tivesse esta capacidade de imaginar coisas: poderia ser pego de surpresa ao explorar um território novo. Estas estruturas estão tão intimamente conectadas às outras estruturas cerebrais que percebemos, ao imaginar um cenário qualquer, quase a mesma coisa que sentiríamos se esta situação estivesse realmente ocorrendo.

Nosso cérebro usa "marcadores" para diferenciar estes "sonhos","devaneios","alucinações" das cenas reais: já percebeu que sonhamos em preto-e-branco, e não à cores? Este é um dos meios que as outras estruturas cerebrais têm para distinguir a ficção da realidade. Sem estes meios, seríamos todos loucos, alienados, esquizofrênicos.

Esta nossa tendência de acreditar e sentir a ilusão como se fosse realidade começou a ser aproveitada como fonte de poder pelo primeiro Império Teocrático que se tem notícia: o Egípcio.

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